segunda-feira, 17 de março de 2008

Expresso da Vitória e Libertadores.

Acredito que se possuísse a ''tal'' máquina do tempo e pudesse escolher apenas um destino e uma data (como fazemos na hora de comprar uma passagem de avião) em toda história da humanidade para me transportar e viver os momentos de um determinado evento , com certeza não faria questão de ver o homem pisar na Lua e nem pensaria em presenciar a queda do muro de Berlim. A construção das pirâmides do Egito, nesse caso, também não estaria em primeiro plano.

Queria mesmo era estar entre os 70 mil espectadores daquela partida no Estádio Nacional de Santiago ( Chile ) naquele domingo dia 14 de março de 1948. Além de assistir a um dos jogos mais importantes da história do Vasco, meu clube do coração, eu estaria vendo surgir, ainda que em estado embrionário, o espírito da Taça Libertadores da América. Perfeito!!!

O jogo contou com grandes defesas de ambos os goleiros, chances incríveis desperdiçadas pelos dois ataques, bola explodindo no travessão de Barbosa há poucos minutos do fim, 5 minutos de acréscimo e enfim um final feliz para o C. R. Vasco da Gama, que sagrou-se o 1º Campeão Sulamericano de Clubes da história e também o 1º clube brasileiro a conquistar um título fora do país. A cerimônia de entrega do troféu contou com a participação dos presidentes de Chile e Argentina. O hino brasileiro estreava em solo estrangeiro por razões futebolísticas, enquanto isso as lágrimas rolavam no rosto dos jogadores cruzmaltinos.


Faria de tudo para estar presente no estádio e icentivar o Vasco durante aquele 0x0 movimentado e catimbado, já com cara de Libertadores. Bola marrom, goleiros sem luvas, chuteiras pesadas, expulsões e discussões acaloradas. Começava ali o grande histórico dos ''duelos'' sulamericanos. Estavam frente a frente Brasil e Argentina, Vasco da Gama e River Plate, Expresso da Vitória e La Maquina , Barbosa e Di Stéfano , Djalma e La Bruña , Friaça e Grisetti.

Dizem que o campeonato sulamericano de 1948 serviu como fonte de inspiração para a criação da Liga dos Campeões da Europa, e que a idéia teria sido levada para o Velho Mundo por um jornalista que esteve acompanhando o torneio. Que me desculpem os cafonas de plantão, adoradores de Barcelonas e Milans da vida, mas aqui o sangue corre mais quente nas veias. Não há povo no mundo tão dependente do futebol como o povo sulamericano. Acredito que isso faça com que o espírito da Taça Libertadores seja incomparável. Ontem, hoje e sempre.

E Quem me dera ter a máquina do tempo...

Abraços!!!

Dudu

Essa é pro meu amigo Daniel


Meu amigo e futeboteco Daniel falou que Edmundo e Roberto Dinamite nunca tinham jogado justos no Vasco, mas ta tranquilo agente sabe que ele entende muito de futebol....... ha ha ha ha!

Taí uma foto pra você Daniel. Paga uma ampola pra gente que ta tudo certo.


Essa foto o Dudu vai gostar


"Abraços do tricolor e futeboteco Miga"

sábado, 8 de março de 2008

Volta do pó-de-arroz


Foi uma festa a primeira partida do Fluminense em casa na Copa Libertadores. No reencontro da torcida tricolor com a competição, no Maracanã, o pó-de-arroz voltou a ser utilizado nas arquibancadas após quase dez anos e o time não decepcionou: 6 a 0 no Arsenal, com show de Dodô.