Bom, começa aqui a "Coluna do Coluna".
Passei alguns meses sem me permitir a ir ao Maracanã, são muitos os motivos, cito aqui dois deles: o fraco desempenho do meu time de coração (Flamengo), e o bar que frequento com os amigos (Sucolândia), palco de muitas resenhas esportivas, risca-risca e mulheres lindas. Tenho acompanhado os últimos jogos do Flamengo e percebido que há um resgate por parte do torcedor e do time de uma emoção até então quase adormecida.
Ontem quando acordei percebi que era um domingo diferente do resto do ano, fazia um calor de verão e eu sabia que era dia de Maracanã e cerveja. Bom, fim de semana é assim, vai chegando a tarde e as ligações e tentações começam a aparecer, é o Miga me chamando pra "pindureta"(nome dado pela galera quando vamos ao Sucolândia), o Dudu e o Reyes me convocando pra Nuth, e assim vai.
Mas esse domingo foi diferente, chegou determinada hora da tarde e eu senti que o Maracanã era o meu destino.
Flamengo e Grêmio um clássico nacional, casa cheia! A minha tarde começou a mudar quando subi a rampa, assim que avistei o gramado e a torcida comecei a chorar copiosamente como a tempos não acontecera, a primeira coisa que me veio a cabeça foi o meu pai, agradeci a ele em silêncio por passar essa herança impagável, a mesma herança que Robinson, Aureliano e o pai do Miga, que não me recordo o nome, também passaram à eles. Recuperado da primeira emoção fui ver o jogo que começou muito truncado, a torcida do Flamengo estava incrívelmente animada, pode parecer cretino falar de ânimo por parte da torcida do rubro-negra, mas ja cansei de ir à jogos lotados e ver a torcida desanimada. Era realmente um time diferente e consciente do que era representar em campo uma torcida como aquela com poucos motivos de alegria na vida, o primeiro tempo acabou um a zero para o Fla e a torcida parecia enlouquecida e não parava de gritar um minuto, com o início do segundo tempo e gol de Ibson, aconteceu no estádio Mário Filho o que a muito eu não via, comecei a me emocionar de novo, confesso que estava com um pouco de vergonha de chorar ali no meio do pessoal, mas quando olhei para o lado vi que muitos estavam chorando e cantando sem parar. Posso estar enganado mas vai ser difícil o Flamengo perder no Maracanã este ano, o time e a torcida consiguiram resgatar uma emoção vivida por poucos mortais. Ao final do jogo, me recompus, agradeci mais uma vez a meu pai, Nilson e fui me deleitar no restinho de domingo que me restara, onde nada me abalaria após viver mais um momento inesquecível no "Maior do Mundo".
Obrigado por ser carioca e flamenguista.
Daniel Andrade
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
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