Não vou me dar o trabalho de falar do time de pelada que o Romário está armando para jogar o Campeonato Carioca. Peço, então, licença para expor minha humilde opinião e falar de planejamento citando o Fluminense, que traz um atacante de área por dia e o Flamengo, que já possui mais volantes do que jogadores.
Fico me perguntando o que se passa na cabeça desses dirigentes. Pensam eles que estão jogando Elifoot, que estão lidando com jogadores virtuais desprovidos de vaidade?
Na Europa sabemos que as coisas funcionam de maneira diferente, mas estamos no Brasil e aqui é sempre muito arriscado contratar jogadores com status de estrela para a mesma posição sabendo que alguns vão ter que abrir mão da titularidade que teriam em qualquer outro clube do país.
A cultura do nosso futebol prova através dos tempos que o jogador brasileiro renomado que senta no banco se sente desprestigiado, encara a condição de reserva quase como uma ofensa e por mais que os treinadores digam em suas entrevistas que ''existe um grupo, e não titulares e reservas'' esse descontentamento é, na grande maioria das vezes, inevitável e costuma lançar sobre o grupo a sombra da vaidade que contamina o elenco e desvia o time do seu foco principal.
Apesar do ''inchaço'' de estrelas no meio-campo defensivo do Flamengo, e no ataque do Fluminense, são dois times de qualidade indiscutível, faltando apenas um goleiro para o Flu e um atacante do nível do restante do grupo para o Fla.Se essas duas peças chegarem e a velho ''estrelismo'' for deixada de lado, os dois clubes tem tudo para fazer bonito na Libertadores.
Os torcedores de Fla e Flu só precisam torcer para que os atletas não tomem como exemplo o amadorismo dos dirigentes que os contrataram.
Abraços!!!
Dudu
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
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